A Dança das Borboletas

 

As borboletas rodopiavam no ar, não ansiavam por espetadores. Sabiam que a vida não é um espetáculo, mas sim um conjunto de momentos irrepetíveis.

 

A música fazia-se ouvir pelo canto dos pássaros, que pousavam nas árvores despidas pelo Inverno.

 

Árvores essas que permaneciam silenciosas depois de inúmeras tempestades.

 

Levaram-lhe o revestimento mas deixaram o que as permite estar de pé.

 

Que bom é ser árvore.

 

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Círculos 

 

Janeiro é o primeiro mês do ano, o início do ciclo dos meses.

 

É o início de um novo ano e talvez por isso não se nutra uma grande simpatia por ele.

 

Os inícios são difíceis, mas necessários para que se possa errar e depois fazer melhor. Sempre assim foi, sempre assim será.

 

Entende-se por um círculo algo que tem um início e um fim.

 

Não há hipóteses de renovação para os círculos.

 

Começam num dado momento, andamos à volta, até que começamos outra vez.

 

Podemos comparar ao voo de uma ave no céu, se observarmos conseguimos ver os círculos que compõe no ar. Como ave que é usa a liberdade para poder conferir novos círculos, sempre diferentes dos anteriores.

 

Talvez a liberdade para terminarmos um círculo, por vezes, seja o que falta.

 

 

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Meditação 

 

A palavra meditação pode ser usada com vários significados.

 

Um dos significados é descrito como uma rotina em que paramos e acalmamos o pensamento. 

 

Claramente há pessoas que o fazem com mais facilidade e outras pessoas que precisam de insistir, demonstrando resiliência.

 

Por vezes, a insistência provoca ansiedades conduzindo-nos a um círculo que de meditação tem pouco. Então não podemos dizer que meditamos, se nos informarmos mais um pouco, meditar é um universo de muita sabedoria.

 

Gosto de definir meditar  como um momento, que pode ou não ser diário, em que concluo que o stress do dia a dia me "rouba" as energias (o que é normal e comum a todo o ser-humano) e então preciso de as reabastecer tentando sossegar o pensamento.

 

Não é fácil para quem possui inúmeras ansiedades, mas é um desafio que se decide ou não ter, e não uma maneira de nos sobressairmos sobre os demais.

 

É o exercício da paciência, a palavra "matrioska".

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O Beijo

 

O beijo de uma criança, para mim, é das coisas mais ternas que podemos vivenciar na vida.

 

No meu corpo, o beijo emite "ondas" de bem-estar no cérebro que se podem assemelhar aos círculos que se propagam na água quando se lança uma pedra.

 

Pelo simples facto de não o fazer muitas vezes considero um momento muito bonito.

 

É o outro lado das coisas boas, não se devem repetir muitas vezes sob o risco de se tornarem banais.

 

É uma das dicotomias da vida.

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Plantas

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Se olharmos à nossa volta, em muitos dos sítios que percorremos ao longo do dia, vemos pelo menos uma planta.

 

Poderíamos nos perder na informação que existe sobre as diferentes plantas.

 

Há nomenclaturas para cada planta (nomenclatura botânica).

 

Eles também têm formas e tamanhos diferentes.

 

E como se não bastasse muitas delas ajudarem na cura/prevenção/recuperação de uma doença, ainda promovem a harmonia de um espaço.

 

Cada planta deveria poder curar as maleitas da alma, só de olharmos para elas!

 

Claro é, mesmo que não saibamos, elas ajudam-nos muito, talvez por que tenhamos semelhanças com elas.

 

 

 


Leveza

 

Leves são as penas, os chapéus, as folhas, as flores e muitas outras coisas com as quais nos rodeamos todos os dias.

 

Há momentos que nos provocam uma sensação de leveza, como por exemplo, quando sorrimos, quando trocamos olhares, quando nos abraçamos! 

 

São atos que nos tiram grandes pesos, pesos esses que grande parte das vezes não se vêem.

 

Poderemos então comparar o corpo a uma balança.

 

Quando há uma desproporção entre a leveza e o peso a tendência é para o desiquilíbrio.

 

Por um lado, andar com os pés no chão por muito tempo pode tornar-nos mais sérios perante a vida e por outro lado, a leveza em excesso poderá elevar-nos demais e privar-nos do que precisamos para sobre(viver).

 

Assim percebemos, que tal como quando se faz um bolo, precisamos das doses certas, para equilibrar ambos os lados da balança.

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Ilusões 

 

Há um espaço dentro de nós humanos que precisa de ser alimentado, podemos chamar de ilusões, expectativas.

 

Esse “alimento” pode ou não ser nutritivo.

 

Se as expectativas são ilusórias, podemos criar uma doença, que tem o nome de desilusão.

 

Normalmente escolhemos lugares que nos fazem sentir bem para servirem de "tempero" para as ilusões.

 

O resultado pode ser o esperado, sendo que o futuro poderá ter vários percalços (o que é esperado), ou então pode apenas dar lugar à desilusão, a tal doença.

 

Por vezes é bem melhor esta última, é algo que na maior parte das vezes depende de nós.

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Desapego

 

Há uma frase de Antoine de Saint Exupéry que diz: "Aqueles que passam por nós não vão sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós."

 

Podemos interpretar a frase como uma forma de nos desapegarmos e mesmo assim ficarmos com a pessoa no coração, na mente.

 

Na verdade, existem pessoas que passam por nós para nos lembrar que a vida deve ser aproveitada e nunca lamentada.

 

Houve uma pessoa que teve esse efeito em mim, de ver a beleza nas banalidades do dia-a-dia.

 

Às vezes olho o céu para ver como é lindo, os aviões, os pássaros.

 

Ambos têm em comum a possibilidade de voar, nenhum deles está ao nosso alcance, e mesmo assim fazem muita gente feliz.

 

Como tal, a nossa ligação com as pessoas é uma passagem, vem para depois ir embora, sabemos que é assim mesmo e, se fosse de outra maneira talvez não iríamos valorizar o que nasceu para voar.

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Caminho

 

O simples gesto de andar coloca-nos no Passado, Presente e Futuro.

 

Ao darmos um passo, deixamos o outro pé no Passado, quando o outro já caminhou para o Futuro, no Presente!

 

É incrível a quantidade de passados ​​que fazem parte da nossa existência, e que muitas vezes insistimos em lá voltar para ficar, desrespeitando o Presente, e no fundo, repetindo-os.

 

Pois, o Futuro pode muito bem ser o espelho da maturidade que alcançaremos a cada dia.

 

Se ficarmos presos no que está para trás,  não evoluímos.

 

Os erros cometem-se no Presente, as aprendizagens também, quando se tornam passado são apenas memórias.

 

 

 

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Impulsividade


 

Inteligência emocional, é a inteligência que diz respeito à maneira como reagimos aos acontecimentos à nossa volta. 

 

Segundo o livro de inteligência emocional de Daniel Goleman há uma estrutura no cérebro de nome amígdala que é a principal responsável por nossas atitudes impulsivas.

 

No livro podemos ler "que funciona como uma empresa de segurança cujos funcionários estão sempre prontos a chamar de urgência os bombeiros, a polícia e vizinhos mal um sistema de alarme caseiro dá sinal de perigo."

 

Tudo no nosso cérebro é muito bem arquitetado para que possamos ser seres funcionais.

 

No entanto, há pessoas que são mais impulsivas que outras.

 

Claro é que todos temos vidas muito diferentes, e como tal poderemos reagir às situações de maneira diferente.

 

É precisamente nessa diferença que reside uma dúvida e que, por vezes, poderá não nos permitir ser empáticos ou então "colocarmo-nos no sapato do outro", dizendo de outra forma.

 

O espelho da sociedade coloca-nos histórias muito dolorosas nas quais é impossível não empatizar.

 

Mas, e as outras histórias que não se vêm e que nos consumimos um pouco e nos deixam completamente vazias?

 

Também nos deveríamos localizar no lugar do outro, porque o outro pode muito bem sermos nós mesmos.

 

 

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Decisões 

 

Dizem que estamos sempre a crescer, no sentido do amadurecimento e crescimento pessoal.

 

Há decisões erradas, que nos permitem melhorar, se tivermos noção de como foram erradas, sob pena de perdermos o nosso lugar.

 

O que será o nosso lugar, ponto de interrogação gigante...

 

Ouvimos muitas vezes, "tem de ser colocado no lugar".

 

Interprete-se por alguém que perdeu as noções do seu lugar sob a visão de outros, alguém que está a ultrapassar os limites.

 

Alguém que não está jogando o jogo com as regras corretas.

 

Que nunca se perca as noções de que nenhuma vida deve ser prejudicada porque o jogo é só um jogo.

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verdade

 

Ser verdadeiro é quando estamos presentes da realidade, tudo é transparente.

 

Transparência é quando se vê o que está do outro lado, sob a presença de um obstáculo, de forma nítida e real.

 

Para se ser verdadeiro é também preciso ser realista, entender a realidade, o que pode ser muito difícil se nem todos seguirmos o caminho da verdade.

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Rio

A superfície do planeta terra é aquecida em 70% por água, o corpo humano tem na sua composição 70% de água. 


Quando estamos tristes, muitas vezes demonstramos através das lágrimas, cuja constituição também é água.


Mais uma vez, quando precisamos de libertar a tristeza procuramos o rio, o mar.


Ainda bem que temos água e que nunca nos esqueçamos disso.

O Tempo

O Tempo é das coisas mais bonitas e preciosas que temos na Vida.

 

Não fosse o tempo a própria vida.

 

O tempo é uma forma de nos igualarmos enquanto seres humanos, pois ele é nos subtraído de forma igual.

 

Se fizermos as contas, é nos dado muito tempo, e por vezes ele é tão negligenciado.

 

Negligenciado pelos pensamentos, pelos trabalhos desnecessários, pelas conversas ocasionais.

 

Economizar tempo é, talvez, uma das melhores formas de demonstrarmos inteligência.

 

O tempo também nos é dado para cumprir os vários ciclos da vida.

 

Nós, mulheres, quando nascemos, já temos o número de óvulos necessários para os vários ciclos menstruais que teremos ao longo da vida.

 

A maturidade também mostra que o ciclo complexo do desperdício de tempo também deve terminar para vivermos uma vida de forma autêntica e verdadeira.

 

 

 

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Lembranças 

Podemos lembrar-nos de pessoas, de momentos, de objetos, de sabores, de músicas.

 

Há objetos que nos fazem lembrar pessoas, há pessoas que nos fazem lembrar momentos, há sabores que nos fazem lembrar momentos e há músicas que nos fazem lembrar pessoas e momentos.

 

O que disse são apenas exemplos, alguns dos mais importantes para mim.

 

A memória é das coisas mais preciosas que temos na vida.

 

Quantas vezes a usamos para nos rirmos, para perdermos o medo, para sermos felizes.

 

Por isso, acho muito importante quando as pessoas ocupam seu tempo, ao nos dar objetos, ao compartilharem uma refeição, ou outro momento como uma dança.

 

A vida tem coisas tão bonitas!

 

 


Gratidão 

Um dia comum de Março, ouvem-se os pássaros, as borboletas dançam no ar, os peixes saltam no Rio e o sol está quente.

 

Isto num País chamado Portugal!

 

O clima é um dos melhores para elevarmos energias, afogarmos pensamentos e preocupações desnecessárias, recuperar a sensação de gratidão por estarmos bem de saúde e vivos. 

 

Em caso de dúvida, agradecer é sempre uma boa opção!


Natureza

Basta caminhar pela natureza para nos sentirmos como uma parte pequeníssima do mundo.


Uma parte leve que está de passagem para apreciar o que de mais belo há.


Nada é de pertença, tudo é impermanência.


Os gaios lembram-nos essa mesma leveza, pendurados nas árvores cantam as suas mais belas melodias, comemorando a chegada da primavera, para depois voarem à procura de um ninho.


Se andarmos mais um pouco vemos os patos a desfilar pelas águas enquanto um gomo de laranja é saboreado a cada passo.


Tudo parece simples, e talvez seja mesmo!

Arrependimentos

Arrepender, arrependimento, provoca uma sensação de mágoa, de vazio.

Não é um sentimento muito agradável, mas necessário.

Para a pessoa que o sente pode ser interpretado como um erro cometido. 

O erro é por vezes seguido de arrependimento. 

Mas e se for apenas a oportunidade para crescermos, mudarmos mentalidades, evoluirmos enquanto pessoas.

Por vezes o processo de semeio é seguido de inúmeras tempestades para poder ver florescer a Primavera!

O que seria do trabalho das abelhas se não ouvesse flores.

O que seria de nós humanos e do nosso trabalho se não houvesse erros!

 

Inquietações 

 

Ir e voltar!

Por vezes tem mesmo de acontecer.

Pressupõem-se sempre que há o ir, quando estamos a seguir um caminho. 

Quer seja um caminho térreo, ou o caminho da vida que envolve todos os outros caminhos.

Por vezes não há o voltar!

Enquanto andamos, em círculos, ou não, essa é a nossa vida, o nosso caminho.

Mas e se falarmos do caminho/vida dos outros?

É válido ir e voltar?

A maturidade traz-nos esta questão/inquietação.

Não me parece justo, a menos que a pessoa autorize a volta.

Sendo que a ida seja uma continuação normal de um caminho e não uma saída sem aviso de chegada .

Voar

 

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